Cursos de graduação aprimoram todas as matrizes curriculares Assessoria de Comunicação (ASSECOM)
17/09/2018

Todos os cursos da UFN passaram por reformulações nas matrizes curriculares para 2019, após o credenciamento à Universidade. Esse processo visa dar conta do novo perfil do profissional que está se formando, e atende à necessidade de integração entre os cursos. Dessa forma, a partir de 2019, os cursos passam a valorizar ainda mais a interdisciplinaridade, priorizando a união de saberes.

De acordo com a Diretora Pedagógica da UFN, Janilse Fernandes Nunes, durante o processo de análise dos currículos, percebeu-se que durante algumas disciplinas onde haviam alunos de outras graduações em uma mesma sala, os debates eram mais proveitosos. “Essas discussões têm grande impacto na formação do aluno, adquirindo assim uma estrutura de pensamento diferenciada. Esse diálogo enriquece o dia-a-dia em sala de aula, fazendo com que esse processo seja mais sólido e múltiplo, onde o aluno vai entender que sua profissão tem um grande vínculo com outras áreas”.

Durante o processo de pensar as novas matrizes, os coordenadores dos cursos tinham o desafio de organizá-las de forma a incentivar as ações interdisciplinares. Alguns optaram por projetos integradores e seminários, outros mudaram sua metodologia visando que essa proposta culmine em um diálogo sobre os temas mais importantes nas diferentes áreas do conhecimento. Essas mudanças também afetaram as didáticas propostas pelos professores em sala de aula, e busca aproximar e melhorar a relação Universidade-Escola, através de projetos e atividades interdisciplinares e extensionistas.

Incentivo a dupla graduação

Outro aspecto que essa mudança busca incentivar é a possibilidade da dupla graduação. Essa integração dos cursos deve facilitar esse processo para o aluno da UFN, já que metade das matrizes passam a ser integradas. Nas licenciaturas já existe a resolução que instiga uma segunda graduação, nas demais áreas essa integração que se propõe, a partir de agora, faz com que os alunos busquem mais conhecimento por iniciativa própria.

Em função do Plano Nacional de Educação (PNE), que diz respeito aos créditos curriculares para extensão universitária, no mínimo 10% do total dos créditos exigidos devem ser utilizados para pensar em programas e projetos que visem a extensão, com um viés comunitário.

“O aluno precisa desenvolver ações que entrelacem ensino, teoria e extensão. Ao pensar em ações que irão para a comunidade em que os alunos precisam desenvolver e ir aumentando a complexidade desses projetos, resultando em um profissional mais sensível com o outro, e que ele possa identificar o impacto da sua profissão na sociedade, assim como seu papel ético”.


Outro tipo de avaliação

Mais uma importante mudança é no sistema de avaliação, deixando de ser quantitativa, para um processo mais qualitativo. A partir do próximo ano, o exame final deixa de existir, e passam a haver três avaliações, em lugar de duas. Janilse considera essa uma mudança paradigmática, pois entende-se que esse processo precisa ser formativo e processual.

“Ao entrar na graduação o estudante tem que ter consciência de que está aprendendo uma profissão, ele precisa escolher que profissional quer ser, e como será sua atuação enquanto acadêmico”.

A Diretora Pedagógica da UFN revela que a Instituição incentiva que o aluno seja proativo, busque conhecimento além da sala de aula, interaja com colegas e grupos de pesquisa, participe de discussões e projetos de extensão, e que esse engajamento faça parte e tenha significado relevante em sua vida, para que ao final dessa etapa ele vá para o mercado de trabalho com mais qualidade e segurança de si mesmo.



Janilse considera que esse processo de pensar a integração já promoveu relevância para a Instituição por meio do diálogo entre os cursos, para além das disciplinas. “Pensar sobre o currículo e como estamos formando cada profissão já foi um ganho, pois foi um movimento de 100% cursos, onde só avançamos com qualidade nesse estudo porque tivemos apoio das coordenações, dos NDEs e colegiado, todos trabalharam com excelência”.


Texto: Thayane Rodrigues / Estagiária Jornalismo


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